
Muita gente hoje homenageia os mortos. Só que há uma diferença básica que divide essas pessoas em dois grupos: os que choram os mortos e os que os festejam. Nenhum demérito à escolha de cada um, mas é compreensível e até obrigatório que nós sejamos do grupo que é mais de festa do que de tristeza.
Explica-se algo sempre controverso: não é porque a gente gosta de caveira que gosta da morte, mas, pra nós, a caveira representa justamente a lembrança de que, um dia, você vai morrer, e que, até lá, você deve rir mais disso do que se melindrar. Afinal, não dá pra morrer ainda respirando, ok?
Uma coisa que nos fascina é a comemoração do Dia de los Muertos, feita principalmente no México, em que o luto vestido geralmente de preto não existe. Cores, muita comida e bebida, flores e alegria são levados aos cemitérios, onde há dança, piqueniques e decoração nos túmulos. Em alguns lugares de grandes cidades e nos Estados Unidos, onde a cultura mexicana tem bastante força, famílias constroem altares em casa em honra aos mortos. Incenso, velas e fotos juntam-se aos já tradicionais adereços coloridos. São lembradas as músicas favoritas, a comida favorita e todos homenageiam seus mortos e os mortos do México.
Embora esse ritual já seja interessante, gostamos mesmo da origem dele, com os astecas e a utilização de crânios. Para eles, os crânios eram troféus e simbolizavam a morte e o renascimento. A morte era vista como continuação da vida que, na verdade, era um sonho do qual se acordava para a morte.
Nossa homenagem a esse dia e a essas raízes vem em forma do que sabemos fazer, ou seja, de camiseta. Dentre tantas tradições, o destaque principal vai para aquela que recebe os mortos e conforta os vivos, na crença deles. A Santa Muerte, também conhecida como La Niña Blanca e La Dulce Muerte. Uma mistura, dizem, de Nossa Senhora de Guadalupe, a versão da Maria beatificada deles, e da própria Morte como figura que encaminha os que se vão. Em encomenda especial feita pela Crânio, o ilustrador Matthew Skiff tratou de providenciar a própria versão da santa com modos de caveira cultuada na vida e na morte.
Depois disso, monte seu altar para os santos que quiser, mas não se esqueça do pedido especial à Santa Muerte como um mantra de que não se pode fugir: “Eu não peço uma vida eterna, eu peço uma morte feliz”.


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Data do Post: 02/11/11
Categoria(s): Mitologia, Toca do Caveira
Tags: camiseta, cranio, dia de finados, dia de los muertos, Matthew Skiff, México, Santa Muerte
Publicado por:
03/11/2011 at 11:12 PM
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