Artigos com o marcador televisão
Direto no Crânio dos Titãs
09/11/09
“Oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo VÃO SE FODER”
Quando o Gregório topou desenhar a camiseta Bichos Escrotos, tinhamos duas coisas em mente. Primeiro homenagear os Titãs e a música, uma das mais emblemáticas da banda. Segundo, para criar uma opção diferente do que se encontra no mercado de camisetas, saturado de ursinhos, bichinhos e arvorezinhas, mostrando que até os “inhos” da Crânio são da pesada.
Bom, isso o GregóRoots tirou de letra, mas o que não esperávamos era chegar a esta instância da homenagem, e ver o cara que personificou a música, Paulo Miklos, usando a camiseta (Ele é o vocal oficial da Bichos Escrotos, mas a letra é do Nando Reis, Arnaldo Antunes e Sergio Britto).
Foi uma das coisas mais bacanas que já aconteceu na Crânio, levamos uma camiseta para encontrar sua referência.
Os Titãs passaram por Cascavel no último dia 6 para o show do novo álbum Sacos Plásticos, que resgata a essência da banda. Quatro músicas se destacam na opinião da Crânio: “Sacos Plásticos” por ser um ska no melhor estilo titânico; “Não Espere Perfeição” é um rock clássico. “Problema” tem uma pegada James Brown e ”Deixa eu Entrar” já é um som mais nervoso com participação do Andreas Kisser.
Há mais de duas décadas que eu vi pela primeira vez na televisão, os Titãs tocando Sonífera Ilha no programa do Chacrinha. Eram 8 caras com ternos coloridos, dançando que nem uns doidos e chutando o ar – eu tinha 10 anos de idade e fiquei piradão, queria tocar e dançar que nem os caras.
Pra nossa surpresa, além da Bichos Escrotos, eles ficaram com outras tantas. Experimentaram, elogiaram, escolheram e levaram todas! E na hora do show, lá estavam eles usando Crânio: Branco Mello com a Corrosion Red e Paulo Miklos com sua Wolverine Caveira.
O que podemos dizer é que ficamos muito satisfeitos com a reação deles diante às camisetas e que foi uma honra conhecer e desfrutar de tanta simpatia e educação destes Titâs do Rock brasileiro.
E avisamos: Agora os crânios saíram dos esgotos pra enfeitar o seu lar, seu jantar e o seu nobre paladar.

Tony Belloto, Charles Gavin e Sérgio Britto também levaram suas camisetas Crânio, Homem-caveira, Amy Rehab, Michael Jackskull. Abaixo, no show, Branco Mello com a Corrosion Red e Paulo Miklos com sua Wolverine Caveira.
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“Um beijo na sua alma”
27/10/09
“Cabeça não pensa, o corpo padece”
À primeira vista Luiz Carlos Alborghetti parece ser apenas mais um personagem curioso do jornalismo policial e do rádio, mas sob um olhar mais atento é possível encontrar neste cidadão paranaense, além da postura e atitude, uma representação simbólica dos justos. A Crânio traçou o perfil do mestre “Dalborga” e o de Themis, a deusa da Justiça – O resultado é revelador:
A caneta na mão direita de Alborghetti, tal como a balança da deusa, é a representação da escrita e do domínio da lei, mostra o equilíbrio no julgamento das partes envolvidas.
Utilizado com frequência, o porrete representa a espada, signo da força e da ação que assinala o cumprimento da lei, o peso da justiça e da devida punição dos culpados.

Há ainda a venda nos olhos, representação da imparcialidade de Themis (que não vê diferenças entre as partes em litígio, sejam ricos ou pobres, poderosos ou humildes), mas esta Dalborga já tirou e pendurou no ombro, pois enxerga além da neblina turva da hipocrisia, e se enfurece com o que vê por cima de seus óculos de leitura. Nada escapa de seu diligente olhar: Chuck Norris que se mantenha na lei!
Luiz Carlos Alborghetti, nascido em Andradina em 12 de Fevereiro de 1945, é um sujeito que, segundo ele mesmo “… de cem pessoas, oitenta me amam e vinte querem me matar”. Iniciou sua carreira no rádio em 1976, com o programa policial “Cadeia”, de Londrina (PR). Mas foi na televisão, pelo “Cadeia Nacional”, que sua fama espalhou-se por todo o país. Entre um programa e outro, Alborghetti teve uma vida política movimentada: já foi o deputado mais votado do Paraná, mas em seus últimos dias manteve-se afastado: “… não quero saber mais desta merda de política. Está tudo podre!”.
Seu sucesso se apoia nas suas fortes opiniões, que já lhe renderam cerca de vinte processos. Dentre várias polêmicas, destaca-se sua visão sobre os Direitos humanos, reiterada no programa da Luciana Gimenez.
“No colo do capeta”
Esta e outras frases marcam Alborghetti, transpondo sua personalidade em frases de impacto:
- “Bandido bom é bandido morto!”
- “Tá no colo do capeta… tá no bico do urubu!”
- “Sua Vagaranha”
- “Eu já estou com o saco na garganta!”
- “No Brasil tudo o que pinta de novo, pinta no rabo do povo. E rabo é ingrediente de feijoada!”
- “Não tem que construir mais cadeias! Tem que construir mais cemitérios!”
- “Cadeia nele já!”
- “Tá com pena dele? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na tua cama!” (para os defensores de direitos para bandidos)
- “Um beijo na sua alma!”
Fatos marcantes
A mitologia que envolve o apresentador não é pequena:
- Ao denunciar o tráfico no Rio de Janeiro, chamou a facção criminosa Comando Vermelho de “bando de bichas”.
- Chamou Marcola (Marcos Camacho), líder do PCC, de “bundeiro, dador de bunda”.
- Impediu aque a banda Planet Hemp fizesse um show no Paraná devido a apologia à maconha: “Só se for por cima do meu cadáver, esses vagabundos, canalhas e idiotas que fazem apologia ao uso de drogas, vão tocar no Paraná! (….) aqui eles não pisam, se vierem eu meto eles numa penitenciária!”
Homenagem da banda Trilobit ao nosso ídolo Alborga, com a música Bad News:
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
E, lógico, também temos a homenagem da Crânio ao grande mestre: a camiseta do Alborguetti, “Mestre Dalborga“.
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"Um beijo na sua alma"
27/10/09
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“Cabeça não pensa, o corpo padece”
À primeira vista Luiz Carlos Alborghetti parece ser apenas mais um personagem curioso do jornalismo policial e do rádio, mas sob um olhar mais atento é possível encontrar neste cidadão paranaense, além da postura e atitude, uma representação simbólica dos justos. A Crânio traçou o perfil do mestre “Dalborga” e o de Themis, a deusa da Justiça – O resultado é revelador:
A caneta na mão direita de Alborghetti, tal como a balança da deusa, é a representação da escrita e do domínio da lei, mostra o equilíbrio no julgamento das partes envolvidas.
Utilizado com frequência, o porrete representa a espada, signo da força e da ação que assinala o cumprimento da lei, o peso da justiça e da devida punição dos culpados.

Há ainda a venda nos olhos, representação da imparcialidade de Themis (que não vê diferenças entre as partes em litígio, sejam ricos ou pobres, poderosos ou humildes), mas esta Dalborga já tirou e pendurou no ombro, pois enxerga além da neblina turva da hipocrisia, e se enfurece com o que vê por cima de seus óculos de leitura. Nada escapa de seu diligente olhar: Chuck Norris que se mantenha na lei!
Luiz Carlos Alborghetti, nascido em Andradina em 12 de Fevereiro de 1945, é um sujeito que, segundo ele mesmo “… de cem pessoas, oitenta me amam e vinte querem me matar”. Iniciou sua carreira no rádio em 1976, com o programa policial “Cadeia”, de Londrina (PR). Mas foi na televisão, pelo “Cadeia Nacional”, que sua fama espalhou-se por todo o país. Entre um programa e outro, Alborghetti teve uma vida política movimentada: já foi o deputado mais votado do Paraná, mas em seus últimos dias manteve-se afastado: “… não quero saber mais desta merda de política. Está tudo podre!”.
Seu sucesso se apoia nas suas fortes opiniões, que já lhe renderam cerca de vinte processos. Dentre várias polêmicas, destaca-se sua visão sobre os Direitos humanos, reiterada no programa da Luciana Gimenez.
“No colo do capeta”
Esta e outras frases marcam Alborghetti, transpondo sua personalidade em frases de impacto:
- “Bandido bom é bandido morto!”
- “Tá no colo do capeta… tá no bico do urubu!”
- “Sua Vagaranha”
- “Eu já estou com o saco na garganta!”
- “No Brasil tudo o que pinta de novo, pinta no rabo do povo. E rabo é ingrediente de feijoada!”
- “Não tem que construir mais cadeias! Tem que construir mais cemitérios!”
- “Cadeia nele já!”
- “Tá com pena dele? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na tua cama!” (para os defensores de direitos para bandidos)
- “Um beijo na sua alma!”
Fatos marcantes
A mitologia que envolve o apresentador não é pequena:
- Ao denunciar o tráfico no Rio de Janeiro, chamou a facção criminosa Comando Vermelho de “bando de bichas”.
- Chamou Marcola (Marcos Camacho), líder do PCC, de “bundeiro, dador de bunda”.
- Impediu aque a banda Planet Hemp fizesse um show no Paraná devido a apologia à maconha: “Só se for por cima do meu cadáver, esses vagabundos, canalhas e idiotas que fazem apologia ao uso de drogas, vão tocar no Paraná! (….) aqui eles não pisam, se vierem eu meto eles numa penitenciária!”
Homenagem da banda Trilobit ao nosso ídolo Alborga, com a música Bad News:
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
E, lógico, também temos a homenagem da Crânio ao grande mestre: a camiseta do Alborguetti, “Mestre Dalborga“.




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