Artigos com o marcador londrina
Crânio no festival Demo Sul 2009 – Parte II
25/11/09
Segunda noite
Depois do relato da primeira noite, concluímos a sequência de posts sobre o festival Demo Sul 2009. Segue o nosso itinerário na segunda noite de shows:
Porrada na orelha!
… e as labaredas do inferno continuaram a lamber a quente cidade de Londrina, mas ao menos parou de chover e os dois palcos puderam ser usados.
Logo de cara encontramos Wander Wildner saindo da passagem de som. O convidamos para conhecer nossas camisetas e, como não podia perder o trocadilho, saiu “Só não temos uma Camiseta Escrita Eu te Amo“. O rei do punk-brega mostrou-se educado e simpático, riu do infame chiste e saiu com a peita Evil Mouth, uma das últimas.
Em seguida trocamos uma ideia com Junior Meirelles, da banda paulistana Detroit, que tem uma pegada forte de Mc5, Hellacopters e Fu Manchu. Já vínhamos conversando há algum tempo pelo Facebook da Crânio, mas conhecer a banda pessoalmente foi muito bacana. A banda lançou recentemente o álbum “Shallow End” (que você pode baixar solicitando pelo email contatodetroit[@]hotmail.com). Rock com cheiro de gasolina! Ouça San Marino:
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Banda Detroit (São Paulo)
Encontramos também os Droogies de Londrina, que reforçam a tradição Hardcore da cidade e botam peso no cenário independente. Com dois EPs lançados sem selo, a banda há 7 anos expele em profusão agressividade e selvageria. Porrada na cabeça, escute Red Foot Rockers:
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Outro som que nos agradou muito foi o do trio de irmãos catarinenses Lenzi Brothers, que fazem rock clássico de primeira. A surpresa foi o Samuel Lenzi, baixista da banda, que nos revelou ser um ilustrador de peso. Já estamos a pensar numa caveira à altura de seu traço…
The Brown Vampire Catz é figurinha carimbada de outros Demosul e fez bonito mais uma vez esse ano. Formada em Londrina no ano de 2000, a banda ajudou a tornar o cenário Psychobilly da cidade em um dos mais importantes do país. GO GETTERS…GO INSANE PSYCHOS!
The Brown Vampire Catz (Londrina)
Inusitado mesmo foi o som dos Gilbertos Comem Bacon, banda do distrito federal que une rock pesado, pop, metais e muito batuque. Os dois vocais lembram um repente nervoso que te bota pra cima. Ainda vamos ouvir muito. A Crânio já virou fã.
Gilbertos Come Bacon (Distrito Federal)
Já quase no final do festival, o mestre Wander Wildner arrebentou. Seu show dispensa comentários. Salve Wander Wildner!

Parabéns ao Marcelo, à galera do Coletivo Alona e toda organização do Demosul. Aguardamos ansiosamente a décima edição.
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Crânio no festival Demo Sul 2009 – Parte I
24/11/09
Primeira noite
Yeah! A Crânio passou este fim de semana no festival Demo Sul 2009. Reencontramos camaradas, conhecemos uma pancada de gente finíssima e escutamos muito Rock de primeira. Faremos aqui um retrospecto do que aconteceu nos 2 dias de shows do festival, ou pelo menos do que conseguimos captar nas “escapadas” da barraca até o palco:
Choveu pra caralho!
A primeira noite de shows começou embaixo de muita água, que não estragou o espetáculo, serviu apenas para refrescar o calor infernal que fez durante o dia. Quatro litros de suor e alguns minutos depois montamos a barraca da Crânio sem maiores problemas. Antes da primeira cerveja conhecemos uma figura que qualquer leitor brasileiro de história em quadrinhos ficaria honrado em conhecer, Eloyr Pacheco, o cara que editou Metal Pesado e trouxe para o Brasil Sandman, Preacher, Hellblazer, Monstro do Pântano, Os Invisíveis e Transmetropolitan, e que está colocando o Paraná no mapa dos quadrinhos mundiais. Um grande prazer conhecer essa figura que hoje comanda a Bigorna.

Gustavo, Eloyr Pacheco, Sassá e Matheus Pacheco
Conhecemos também o Chapolla, baterista da Nevilton de Umuarama (fiquem espertos nessa banda, ainda ouvirão falar muito deles), gente finíssima e, ao que parece, não sente dor – Tem a canela toda tatuada.
Lá pelas 2h da matina tocou o cantor, compositor e multi-instrumentista Curumim, um pusta dum som inusitado! O ignorante aqui não conhecia esse artista que faz funk, soul, samba, reggae e tem até pegadas de metal no meio das músicas. Escute o som deles e depois me diga. Altamente recomendadas as músicas: Caixa Preta, Mal Estar Card, e Magrela Fever, que no show tem o riff inicial feito no cavaquinho.
Depois, a banda Trilobit pôs novamente em prática o seu plano de destruição e abduziu a galera com o melhor do som intergalático.
Rogério Skylab fechou a noite. Realmente, o cara faz juz à sua música “Eu tou sempre dopado” – Listen:
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(continua…)
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Demo Sul 2009: Estaremos lá!
17/11/09
Demo Sul é o festival anual de música independente de Londrina, Brasil. Além de ser um encontro de bandas, jornalistas, gravadoras e selos, é um grande agitador cultural do Paraná.
A Crânio estará por lá com as camisetas e acompanhando de perto todos os shows!

Trilobit, banda do nosso crânio Sassá, já é “de casa” no DemoSul.
[foto de Rei Santos, no festival de 2008]
Os shows do Demo Sul estão divididos em duas noites (16 e 17 de outubro), saca só a Programação do festival:
Sexta-Feira
- ROGÉRIO SKYLAB (RJ)
- TRILÖBIT (PR)
- Nuda
- CURUMIM (SP)
- Batuque Muamba Fun
- Strombólica
- Fast Food Brazil (Sorocaba)
- Nevilton
- Vertix
- Versana
Sábado 21/11
- AUTORAMAS (RJ)
- WANDER WILDNER (RS)
- Hocus Pocus
- Gilberto comem bacon (DF)
- The Brown Vampire Catz
- Dizzaster
- Rinoceronte (RS)
- Lenzi Brothers (SC)
- Droogies
- Detroit (SP)
- Wolf Attack
Você poderá acompanhar o evento pelo twitter da Crânio e também os reviews sobre as noites, aqui pelo blog. Se você estiver por lá, não deixe de dar um toque para trocarmos uma ideia!
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“Um beijo na sua alma”
27/10/09
“Cabeça não pensa, o corpo padece”
À primeira vista Luiz Carlos Alborghetti parece ser apenas mais um personagem curioso do jornalismo policial e do rádio, mas sob um olhar mais atento é possível encontrar neste cidadão paranaense, além da postura e atitude, uma representação simbólica dos justos. A Crânio traçou o perfil do mestre “Dalborga” e o de Themis, a deusa da Justiça – O resultado é revelador:
A caneta na mão direita de Alborghetti, tal como a balança da deusa, é a representação da escrita e do domínio da lei, mostra o equilíbrio no julgamento das partes envolvidas.
Utilizado com frequência, o porrete representa a espada, signo da força e da ação que assinala o cumprimento da lei, o peso da justiça e da devida punição dos culpados.

Há ainda a venda nos olhos, representação da imparcialidade de Themis (que não vê diferenças entre as partes em litígio, sejam ricos ou pobres, poderosos ou humildes), mas esta Dalborga já tirou e pendurou no ombro, pois enxerga além da neblina turva da hipocrisia, e se enfurece com o que vê por cima de seus óculos de leitura. Nada escapa de seu diligente olhar: Chuck Norris que se mantenha na lei!
Luiz Carlos Alborghetti, nascido em Andradina em 12 de Fevereiro de 1945, é um sujeito que, segundo ele mesmo “… de cem pessoas, oitenta me amam e vinte querem me matar”. Iniciou sua carreira no rádio em 1976, com o programa policial “Cadeia”, de Londrina (PR). Mas foi na televisão, pelo “Cadeia Nacional”, que sua fama espalhou-se por todo o país. Entre um programa e outro, Alborghetti teve uma vida política movimentada: já foi o deputado mais votado do Paraná, mas em seus últimos dias manteve-se afastado: “… não quero saber mais desta merda de política. Está tudo podre!”.
Seu sucesso se apoia nas suas fortes opiniões, que já lhe renderam cerca de vinte processos. Dentre várias polêmicas, destaca-se sua visão sobre os Direitos humanos, reiterada no programa da Luciana Gimenez.
“No colo do capeta”
Esta e outras frases marcam Alborghetti, transpondo sua personalidade em frases de impacto:
- “Bandido bom é bandido morto!”
- “Tá no colo do capeta… tá no bico do urubu!”
- “Sua Vagaranha”
- “Eu já estou com o saco na garganta!”
- “No Brasil tudo o que pinta de novo, pinta no rabo do povo. E rabo é ingrediente de feijoada!”
- “Não tem que construir mais cadeias! Tem que construir mais cemitérios!”
- “Cadeia nele já!”
- “Tá com pena dele? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na tua cama!” (para os defensores de direitos para bandidos)
- “Um beijo na sua alma!”
Fatos marcantes
A mitologia que envolve o apresentador não é pequena:
- Ao denunciar o tráfico no Rio de Janeiro, chamou a facção criminosa Comando Vermelho de “bando de bichas”.
- Chamou Marcola (Marcos Camacho), líder do PCC, de “bundeiro, dador de bunda”.
- Impediu aque a banda Planet Hemp fizesse um show no Paraná devido a apologia à maconha: “Só se for por cima do meu cadáver, esses vagabundos, canalhas e idiotas que fazem apologia ao uso de drogas, vão tocar no Paraná! (….) aqui eles não pisam, se vierem eu meto eles numa penitenciária!”
Homenagem da banda Trilobit ao nosso ídolo Alborga, com a música Bad News:
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E, lógico, também temos a homenagem da Crânio ao grande mestre: a camiseta do Alborguetti, “Mestre Dalborga“.
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"Um beijo na sua alma"
27/10/09
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“Cabeça não pensa, o corpo padece”
À primeira vista Luiz Carlos Alborghetti parece ser apenas mais um personagem curioso do jornalismo policial e do rádio, mas sob um olhar mais atento é possível encontrar neste cidadão paranaense, além da postura e atitude, uma representação simbólica dos justos. A Crânio traçou o perfil do mestre “Dalborga” e o de Themis, a deusa da Justiça – O resultado é revelador:
A caneta na mão direita de Alborghetti, tal como a balança da deusa, é a representação da escrita e do domínio da lei, mostra o equilíbrio no julgamento das partes envolvidas.
Utilizado com frequência, o porrete representa a espada, signo da força e da ação que assinala o cumprimento da lei, o peso da justiça e da devida punição dos culpados.

Há ainda a venda nos olhos, representação da imparcialidade de Themis (que não vê diferenças entre as partes em litígio, sejam ricos ou pobres, poderosos ou humildes), mas esta Dalborga já tirou e pendurou no ombro, pois enxerga além da neblina turva da hipocrisia, e se enfurece com o que vê por cima de seus óculos de leitura. Nada escapa de seu diligente olhar: Chuck Norris que se mantenha na lei!
Luiz Carlos Alborghetti, nascido em Andradina em 12 de Fevereiro de 1945, é um sujeito que, segundo ele mesmo “… de cem pessoas, oitenta me amam e vinte querem me matar”. Iniciou sua carreira no rádio em 1976, com o programa policial “Cadeia”, de Londrina (PR). Mas foi na televisão, pelo “Cadeia Nacional”, que sua fama espalhou-se por todo o país. Entre um programa e outro, Alborghetti teve uma vida política movimentada: já foi o deputado mais votado do Paraná, mas em seus últimos dias manteve-se afastado: “… não quero saber mais desta merda de política. Está tudo podre!”.
Seu sucesso se apoia nas suas fortes opiniões, que já lhe renderam cerca de vinte processos. Dentre várias polêmicas, destaca-se sua visão sobre os Direitos humanos, reiterada no programa da Luciana Gimenez.
“No colo do capeta”
Esta e outras frases marcam Alborghetti, transpondo sua personalidade em frases de impacto:
- “Bandido bom é bandido morto!”
- “Tá no colo do capeta… tá no bico do urubu!”
- “Sua Vagaranha”
- “Eu já estou com o saco na garganta!”
- “No Brasil tudo o que pinta de novo, pinta no rabo do povo. E rabo é ingrediente de feijoada!”
- “Não tem que construir mais cadeias! Tem que construir mais cemitérios!”
- “Cadeia nele já!”
- “Tá com pena dele? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na tua cama!” (para os defensores de direitos para bandidos)
- “Um beijo na sua alma!”
Fatos marcantes
A mitologia que envolve o apresentador não é pequena:
- Ao denunciar o tráfico no Rio de Janeiro, chamou a facção criminosa Comando Vermelho de “bando de bichas”.
- Chamou Marcola (Marcos Camacho), líder do PCC, de “bundeiro, dador de bunda”.
- Impediu aque a banda Planet Hemp fizesse um show no Paraná devido a apologia à maconha: “Só se for por cima do meu cadáver, esses vagabundos, canalhas e idiotas que fazem apologia ao uso de drogas, vão tocar no Paraná! (….) aqui eles não pisam, se vierem eu meto eles numa penitenciária!”
Homenagem da banda Trilobit ao nosso ídolo Alborga, com a música Bad News:
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
E, lógico, também temos a homenagem da Crânio ao grande mestre: a camiseta do Alborguetti, “Mestre Dalborga“.



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