Sabemos que todos os “Crânios” tem algum tipo de trauma ou distúrbio – essa turma que curte desenhar caveira, zumbi, bichos mortos, sexo, escatologia, etc -, mas volta e meia encontramos algumas coisas realmente surpreendentes, que só poderiam ter sido geradas por algum tipo de ser perturbado.

    Conversando com o Gregório Marangoni (Ciscando e Bichos Escrotos) outro dia, nos mostrou um rascunhão grosso, bem daqueles que gosta de fazer.

    Fizemos uma breve entrevista pra tentar entender o processo de criação dessa mente convelida.

perturba

    Crânio: Qualé dessa caveira perturbadora?

    Gregório: A real é a seguinte: Eu tava fazendo uns desenhos pra uma revista de atletismo super careta. Aí eu comecei a pirar numas perspectivas fodidas, distorcidas. E caveira sempre rola né? Caveira mulher pelada, gente morta e satanismo. É quase apelação porque todo desenho sempre acaba nisso.
    Começa tudo com esboço enquanto espero o rango sair, a namorada se arrumar, ou algo do tipo. E depois rola um afeto pelo rabisco tosco. rola dar uma caprichada, perder mais uns 40 minutos lá na mesa, enquanto espera um upload ou algo do tipo.

    Crânio: Mas como um anúncio de uma revista de atletismo vira essa caveira metamorfa?

    Gregorio: Pô, eu tava desenhando um nêgo correndo, ai desenhei outro, e sempre vem aquele pensamento: “Porquê fazer um rosto com pele se eu posso desenhar uma caveira?” – que é muito mais legal. Tipo, pra que desenhar uma mina de roupa se você pode desenhar ela pelada?

    Crânio: Excelente pergunta.

    Gregorio: O fundo escuro do tipo “túnel” é porque eu comprei um lápis que é muito preto, que chega no mesmo tom do nankin, então foi um teste mesmo,
    experimentando o lápis novo.

    Crânio: Que lápis é?

    Gregorio: Um Nero extrasoft da Cretacolor… ou conté. Não lembro agora.

    Pode parecer psicótico esse Gregório, mas não se enganem: Por trás dessa nervosa carcaça putrefada bate um tenro e saboroso coração.

    Via chat do Facebook

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