Artigos com o marcador camiseta
Ilustradores Malditos: Matthew Skiff
05/07/10
Ele se descreve no Twitter como ilustrador, designer e perdedor, mas quem vai se sentir perdedor é você quando souber que, em comparação a Matthew Skiff, não desenha nada (e aqui eu falo com meros mortais, é claro).
Skiff nasceu no Colorado (EUA), tem 24 anos e é um camaleão do desenho. Basta ver as variações de estilo – todas feitas com muita propriedade – e os diversos motivos de suas produções. Ele já é queridinho de muitas marcas que buscam um traço firme e muito nervoso.
A diferença de estilos: o excesso de detalhes e um visual mais clean; tudo com nuances pra lá de macabras
É possível notar nos desenhos de Skiff a paixão por desenho animado e história em quadrinho. Foi essa paixão, aliás, que o levou, ainda criança ao desenho. Enquanto tentava passar para o papel os personagens prediletos, desenvolveu a habilidade de hoje. Batman, Os Caça-fantasmas e As Tartarugas Ninjas – que justificam a preferência por passarem o dia todo comendo pizza, também uma das coisas favoritas de Skiff – foram os responsáveis pelo feito.
Os Caça-fantasmas e Mun-ha: o cinema e o desenho animado influenciaram na escolha de Skiff
Os desenhos dele podem ser encontrados em impressos, skates, encartes de CDs, artes em geral para bandas, camisetas; ele mesmo confessa ser um comprador compulsivo de roupas. Aquilo que demonstra nos desenhos, ele gosta de usar: o estilo mescla visual urbano, grafite, skatewear, uma pitada de classe e a jocosa preferência pelo horror.
Outra característica muito presente nos desenhos e na vida de Skiff são os anos 80 e o começo dos anos 90. Nos desenhos percebemos claramente a influência das cores da década, além de referências de filmes, música e desenhos (já disse que ele gosta das Tartarugas Ninja? Pois é).

Cores e temáticas da década de 80 nos desenhos de Skiff
Normalmente, ele desenha no Adobe Illustrator com a Intuos3, tablet da Wacom, responsável pelas melhores tablets do mundo. Sobre como desenvolveu o estilo de desenho, ele mesmo responde em uma entrevista: “Quando eu desenhava só com lápis e papel, meus desenhos eram muito limpos, eu tentava ao máximo não fazer minha arte parecer bagunçada ou rabiscada. Isso era muito fácil de passar para o computador com o Illustrator. Essa pode ser uma das razões pelas quais minhas ilustrações se destacam. Entretanto, é uma luta constante manter meu estilo renovado. Eu fico muito entediado com a mesma coisa sempre, e estou tentando mudar um pouco, mas é muito difícil, especialmente quando os clientes querem o mesmo que eu já criei, e eu tenho pouco tempo para experimentar”.
Ainda que ele queira mudar, o bom mesmo é ver a cultura de caveiras e monstros nervosos estampando camisetas e vontades por aí. Skiff ajuda nisso. Os clássicos do horror – lobisomens, vampiros, bruxas, Frankenstein, O médico e o monstro –, personagens mitológicos – Medusa, deuses do Olimpo –, zumbis, múmias, piratas e garotas gostosas; todos envoltos em muito sangue e gosmas mórbidas.
Gostou do cara? Fique atento que daqui uns dias tem uma surpresinha envolvendo Matthew Skiff e a Crânio.
Nervoso ou nem?
P.S: Este foi o primeiro post da seção “Ilustradores Malditos”. De agora em diante, falaremos com frequência de designers e ilustradores que façam por merecer o título.
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Uma laranja mecânica e ácida
24/06/10
A caveira de um dos mais famosos desajustados do cinema: Alex Delarge, a laranja mecânica de Kubrick
O mal já existia, supomos, muito antes de que fosse possível documentá-lo. Mas não é de se negar que ele ficou muito mais interessante e insólito quando a arte foi capaz de mostrá-lo. Muitos exemplos por aqui seriam besteira, até porque o argumento foi exclusivamente para falar de um filme que, vejamos, o foco não é a violência, mas ela está ali em boas doses nada homeopáticas: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange).
O filme brutal e regado à mais clássica putaria é do nada convencional Stanley Kubrick e foi feito com base no livro homônimo de Anthony Burgess. Num ambiente futurista da Grã-Bretanha, uma gangue de jovens desprovidos de pudor na hora de expressar os instintos que os movem – expressão chatinha e politicamente correta equivalente a “porras-loucas filhos da mãe” – quebra tudo na cidade. Consomem drogas (ou bebem o moloko, um leite muito esperto que faz coisas que o leite aí da sua casa não faz), batem em velhinhos inocentes, estupram mulheres mais jovens de escritores de esquerda (específicos, não?), inventam dores inexistentes para faltar à escola (ok, essa não é tão horrível).
Ultraviolento, ninfomaníaco, despudorado, amoral e apaixonado por Ludwig Van Beethoven, Alex Delarge é o líder da gangue. Ele tem uma linguagem própria, criada por Burgess no livro, e se acha o dono da razão; é também quem fica com o melhor da noite e quem cria os planos de violência. É um quase adulto com aquele quê de criança que não sabe o que é certo ou errado e mente descaradamente para conseguir o que quer.
Os pais de Alex: alienados como os pais de muitos delinquentes que vagam por aí
Mas ele cai quando os comparsas, ou gruges droogies (thanx, Hector), como ele os chama, se rebelam e ele “acidentalmente” assassina uma das vítimas dos truques noturnos com umas marteladas simpáticas de um pênis de cerâmica. É preso e o Estado passa a tomar conta do filho espevitado. O toque de gênio do filme é o tratamento a que Alex será submetido depois de um tempo na prisão: o Método Ludovico, uma técnica de condicionamento psicológico que associa violência e sexo a um mal-estar horrível. Tudo mais conhecido como lavagem cerebral.
Ele é curado, mas de uma forma bizarra. Ele tem vontade de fazer tudo o que fazia antes, mas sente uma ânsia insuportável. Como um robô que aceita o pacto social, ele é devolvido à liberdade – mas não a liberdade a ele, já que ele não pode escolher o que fazer –. Quem o recebe, entretanto, não está na mesma nova vibe. A sociedade quer vingança e não perdoa.
A grande questão é esta:
Não vou contar o fim do filme, mas vou dizer que é por isso que ele virou uma laranja mecânica.
De um trecho do livro de Burgess: “O ser humano é dotado de vontade. E pode usá-la para escolher entre o bem e o mal. Se só pode fazer o bem, ou só pode fazer o mal, é uma laranja mecânica – significa que tem aparência de um organismo adorável, com cor e suco, mas que na realidade é um brinquedo mecânico para ser manipulado por Deus ou pelo Diabo ou (que o está substituindo cada vez mais) o todo-poderoso Estado –. É tão inumano ser totalmente bom quanto totalmente mau. O importante é a escolha moral. O mal tem que existir junto com o bem, de modo que a escolha moral possa existir”.
Um filme recomendado para quem quer ver boas doses de sangue, matança e crítica social ao som da bela nona sinfonia de Beethoven.
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Brasil nervoso nessa Copa!
14/06/10
Você tem mais um motivo para torcer pela vitória da Seleção Brasileira no jogo de estreia contra a Coreia do Norte.
Quero ver a caveira da Coreia! Siga a @cranio, RT essa msg para participar do sorteio http://migre.me/OOuc
Skullball e Dunga & os Sete Caveirinhas
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Let’s Rock
17/03/10
Let’s rock, Everybody, let’s rock
Everybody in the whole cell block…
Essa semana tem só reprint de CLASSE na Crânio. O Rei do Rock, Elvis the Pelvis, é a caveira da vez. Ele é o inventor original do “rebolation”, o que lhe rendeu o apelido acima. Só que no meio do século passado The Pelvis rebolava com propriedade, e ao som do bom e então recém-nascido Rockn’ Roll levava as mocinhas de família ao êxtase e a antiga velha guarda ao desespero. Pra nós, ele morreu sim, mas voltou de lá pra aparecer na camiseta de maior sucesso da Crânio!
...Was dancin’ to the Skullhouse Rock!
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Camisetas Cabra Cabriola
15/03/10
Cabra Cabriola é uma nova marca de camisetas com uma proposta bastante interessante, aliar moda e cultura. Essa galera tá disposta a resgatar o conhecimento cultural e regional brasileiro que tem se perdido ao longo do tempo, então suas estampas tem referência direta a personagens do folclore brasileiro. O próprio nome da marca é outra denominação do conhecido Bicho Papão.
A idéia é brincar com esses personagens colocando-os em diversas situações.
E já chegaram fazendo bonito! Confira o Diabinho da Garrafa e a Velha Pisadeira
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Paint it Black – A Darth Skull no tecido preto
15/03/10
Atendendo a pedidos, a Crânio resolveu imprimir uma edição limitada da Darth Skull no tecido preto. O desenho original foi feito pelo Sassá para ser impresso no tecido cinza, mas é o Darth Vader, o Senhor do lado negro da força, nada mais justo que tenha sua estampa no tecido preto.
Que a Força esteja com vocês!
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Coffin Joe
22/02/10















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