O cérebro de Einstein (e a caveira para guardá-lo)

A gente sempre tem curiosidade de saber como seriam as caveiras das pessoas se fossem estilizadas aos nossos moldes particulares, mas, no caso do post de hoje, a gente também se perguntou como seria o que estava dentro dessa cabeça.

A notícia é velha, mas a navegação na web nem sempre é cronológica, e desenterrá-la nos fez notar que não só nossa corja tem ideias fixas. O causo é que lâminas contendo pedaços do cérebro de Albert Einstein foram condicionadas no Mutter Museum, na Filadélfia, depois que um neuropatologista que guardava as amostras decidiu doá-las à humanidade. Isso no ano passado. Alvoroço, coisa e tal.

Ainda em 2010, o cérebro do inventor da teoria da relatividade já havia causado reboliço. Isso porque dois raios x do crânio de Einstein tirados em 1945 foram vendidos por 38 mil dólares. Um com visão frontal e outro com o perfil da caixa craniana do gênio, os raios x ainda eram especiais por terem sido feitos por Gustav Bucky, que ajudou Einstein a inventar o que viria a ser a câmera fotográfica automática, em 1937.

Todo esse interesse pelo cérebro genial de Einstein começou ainda em 1955, quando ele morreu e Thomas Harvey resolveu retirar o órgão para estudo. Harvey, que não tinha permissão para a retirada do cérebro, também não queria devolvê-lo e desenvolveu uma espécie de obsessão por desvendar os mistérios da genialidade de Einstein. O médico acabou sendo demitido, mas não saiu de mãos abanando: conseguiu levar consigo o cérebro.

Harvey deixou New Jersey e começou uma turbulenta jornada científica em busca de um laboratório que permitisse os testes necessários para estudar o cérebro. Depois de um divórcio e de mudanças radicais, Harvey acabou perdendo também sua licença médica. A história estranha terminou numa viagem para devolver o cérebro à neta de Einstein, que, para a surpresa do ladrão de cérebro, não o quis de volta. Foi assim que, 40 anos depois, o cérebro foi parar novamente – e em pedaços – no laboratório de patologia de Princeton e, depois, no museu do início da história.

Detalhes microscópicos do cérebro de Einstein

Os cientistas não conseguiram descobrir algo na fisiologia do cérebro de Einstein que o tornasse genial – só detalhes como a aparência de um órgão jovem mesmo aos 76 anos e uma quantidade maior de células gliais do que em cérebros normais – e não sei exatamente se há esperança de que um dia consigam.

O interesse no cérebro de uma das figuras mais geniais da história da humanidade, no fim, nos fez mesmo pensar numa coisa: para guardar um cérebro tão único, só um crânio muito nervoso. Quem aí gostaria de uma caveira de gênio? Quem sabe, com uma língua de fora ou coisa assim? Eu gostaria.


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Data do Post: 12/01/12
Categoria(s): Mundo Freak
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  1. CAVEIRA GÊNIO CAVEIRA GÊNIO CAVEIRA GÊNIO CAVEIRA GÊNIO CAVEIRA GÊNIO CAVEIRA GÊNIO !!!

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