É fato: as pessoas gostam de ser diferentes em tudo. Tudo mesmo. Até na hora da morte. Se você é uma dessas pessoas que gostam de inovar em tudo, fica esperto. Estão surgindo formas bem curiosas de enterros por aí para você causar até na hora de dar tchau. Mas se você pensa que esses enterros surgiram apenas por essa vontade de ser diferente, você está enganado. Essa coisa toda tem um quê de preocupação com o meio ambiente e tudo mais. Dá só uma olhada nesses novos passes para o outro mundo:
1) Resomação

Uma espécie de alternativa para a cremação. O processo usa água aquecida e hidróxido de potássio para dissolver o corpo, deixando apenas a ossada da galera pra trás para ser torrada. As cinzas são devolvidas para os familiares em uma urna. Tudo isso para reduzir a emissão de carbono liberada e pra dizer também que o ente querido fez a transição de universos por meios ecologicamente corretos.
2) Enterro Natural

Não exatamente uma nova tecnologia. É mais um retorno às raizes do universo. O corpo é embalado em uma mortalha (HA!) e enterrado sem o uso de concreto, madeira ou qualquer outro material não biodegradável. Um jeito ótimo de reviver as tradições dos antepassados do mundo e de ser true ao ciclo de vida do planeta.
3) Recifes Eternos

Curte nadar? Quer nadar pro resto da vida? Então transforme o seu corpo em parte de um recife de corais. O corpo é cremado normalmente e os ossos restantes são esmagados e misturados com concreto. A mistura é utilizada para restaurar corais em barreiras no fundo do mar. É a solução para aqueles viciados em água que querem virar comida de peixes e espalhar o espírito pelo mundo.
4) Criogenia

A criogenia é o processo de congelamento do corpo para um possivel retorno à vida. Se você tem grana e acredita que poderá reviver daqui alguns anos essa é uma boa pedida. A criogenia também é indicada para aqueles que amam demais o frio e o inverno.
5) Enterro Espacial

O sonho de todo nerd. O enterro consiste em jogar de 5 a 7 gramas de cinzas resultantes da cremação no espaço. E tem para (quase) todos os bolsos também: você pode ser largado na atmosfera para que a pequenina parte dos restos mortais passem pela gravidade zero antes de voltar à Terra – e isso custará R$ 1.700 -; se você quiser que cinco gramas do que sobrou de você orbitem a Terra e, talvez, queimem na atmosfera, gastará R$ 5.130; mas se você tem um pouco mais a investir pode empregar de R$ 17.090 a 21.360 para, respectivamente, ser mandado para a lua ou para o espaço além da imaginação.
6) Mumificação

Não é exatamente uma novidade histórica, mas, desde os egípcios, só a organização religiosa Summum, fundada em 1975, oferece a possibilidade de mumificar pessoas e animais de estimação. A mumificação humana custa por volta de R$ 278.000 e o investidor ganha também uma promessa: preservar seu DNA para que cientistas possam, num futuro não muito distante, cloná-los.
7) Plastinação

Corpos plásticos, esculpidos em cirurgias, são desejos de vivos. Agora, os mortos também podem conservar seus corpos de forma quase reconhecível. A plastinação é como uma mumificação, mas foi criada para ser usada em escolas de medicina e laboratórios de anatomia para preservar amostras de órgãos para a educação. O criador da técnica, Gunther von Hagens, também monta exposições de corpos plastinados como se estivessem no meio de ações cotidianas. Milhares de pessoas já estão na lista para doar seus corpos para a educação ou para a exposição.
8) Liofilização

Conhecido como ecoenterro, o processo de liofilização foi criado pela bióloga marinha sueca Susanne Wiigh-Masak e consiste na imersão do cadáver em nitrogênio líquido. O nitrogênio torna o corpo muito frágil e, depois, vibrações agitam o corpo e a água é evaporada em uma câmara de vácuo especial. Na sequência, filtros separam qualquer enchimento de mercúrio ou implantes cirúrgicos e os tornam pó, e os restos vão para uma cova rasa. Dessa forma, o oxigênio e a água se misturam com os restos em pó e se transformam em adubo.
Talvez pela complicação do processo, ainda não houve enterros dessa forma, mas a empresa que oferece o serviço está licenciada para trabalhar no Reino Unido. Por ser ambientalmente correto e supersustentável, deve virar moda em breve.
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Data do Post: 08/10/11
Categoria(s): Mundo Freak
Tags: criogenia, enterro, enterro espacial, liofilização, morte, mumificação, plastinação, recife, resomação
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