“Em qualquer lugar da galáxia, eu uso Crânio”

Antônio Parreira Neto, Antônio, Anton ou Tunão. Por qualquer um desses nomes você consegue chamar o vocalista da banda Buffalo Theory MTL. Anton Parr – olha outro codinome aí – é um brasileiro veterano do rock que se juntou a outros macacos velhos do metal canadense para formar uma banda madura que transita por estilos com a consciência de quem sabe que música é referência, experiência e paixão.

Tunão e sua Crânio predileta: Gypsy

 

Formada em 2008, a Buffalo Theory MTL faz parte da cena underground canadense e é uma das bandas que faz parte da mitologia crânica. Isso não só porque o som deles é nervoso, mas porque Tunão é um dos nossos e curte mesmo é uma camiseta de caveira. Entrevistamos Tunão para saber como aconteceu esse encontro entre ele e a Crânio e para dar um gostinho a mais aos fãs sedentos por informações.

Se você ainda não conhece o som da banda, recomendo fortemente que passe no myspace dos caras.

 

- Vocês já eram veteranos do rock, por que resolveram formar uma banda a essa altura do campeonato?

Tunão – A razão maior é claro que é a eterna paixão pela música, mas outro lance é que o tipo de som que a gente faz no Buffalo Theory MTL é diferente do que a gente tocava com as bandas anteriores e também é um tipo de som que a gente curte bastante atualmente.

 

- Pensando de forma hipotética, o que teria sido diferente se a banda fosse formada no começo da história musical de vocês? Vocês acham uma vantagem o status de veteranos?

Tunão – O lance é o mesmo para qualquer projeto que você tenha (não só na música), ou seja, o lance de termos muitos quilômetros rodados na estrada do metal torna os nossos tiros muito mais certeiros. Os passos que a gente dá são mais lentos, mas são absurdamente maiores.

 

- Da criação da banda até a gravação do primeiro álbum se passaram dois anos. Foi um tempo de maturação? Como foi esse período?

Tunão – Foi isso também. Mas teve o processo de seleção do vocalista (quando eles me escolheram) que durou quase um ano. Como a gente faz as coisas sem pressa, acho que a banda produz em um ritmo aceitável.

 

- Como é um show da Buffalo Theory MTL? O que alguém que nunca viu a banda ao vivo pode esperar do espetáculo?

Tunão – Peso puro! Quem não viu não perde por esperar e até agora quem viu parece que gostou… O feedback que a gente tem do público depois dos shows é superpositivo.

 

- Qual é a sensação de dividir o palco com bandas tão importantes do mundo do rock, como Avenged Sevenfold, Korn, Testament, Sepultura e S. O. D?

Tunão – É realmente muito gratificante. E quando os caras não são “estrelas” é mais legal ainda. Em um dos últimos shows do Buffalo eu estava tomando uma cerveja ao lado do Away (baterista do Voïvod) e ainda acho um lance meio surreal.

 

- Quais são suas inspirações e como elas estão presentes no trabalho de vocês?

Tunão – As inspirações são tudo o que a gente gosta na música, e isso não se resume só ao Metal. Acho que influências de bandas como o Black Sabbath, Trouble, C.O.C., Down e Clutch são bem visíveis.

 

- Como vocês resumiriam o espírito da banda, a ideologia?

Tunão – O espírito da banda é simplesmente 5 caras que amam a música pesada se divertindo juntos! Não sei se posso dizer algo sobre a ideologia da banda, mas sou eu quem escreve as letras e elas falam das pessoas e seus atos, aqui na Terra e no plano espiritual também. Acho que é algo positivo para o público que lê essas letras e pode acabar ocasionalmente influenciado por elas.

 

- Como conheceram a Crânio?

Tunão – Através da internet (site Whiplash!), já que a distância física é enorme.

 

- Se vocês pudessem escolher uma pessoa para ganhar uma peita da Crânio, qual camiseta seria e para quem vocês dariam?

Tunão – Primeiro eu daria uma Gipsy para o Simon Houle, nosso fotógrafo oficial, que adora essa peita! Daria também uma peita com o logo da Crânio para o Away, que é designer gráfico e criou uma das caveiras mais icônicas do metal para a sua banda, o Voïvod.

No festival Heavy MTL em Montreal (dia em que tocaram Motorhead e Kiss). Tunão, com a inseparável Gypsy, e Away, baterista e designer gráfico do Voïvod.

 

- Quando sai o novo álbum e o que podemos esperar dele?

Tunão – Vamos entrar em estúdio muito provavelmente no final deste ano. Deve estar disponível no início de 2012.

 

- Têm algum plano de tocar no Brasil?

Tunão – Tínhamos planos de tocar aí no Brasil em julho, mas devido à demora na confirmação dos shows nós acabamos impedidos de viajar por causa de outros compromissos. Nossos shows aqui no Canadá são marcados com vários meses de antecedência, então vamos tentar negociar alguns shows no Brasil na próxima temporada, em 2012.



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Data do Post: 06/08/11
Categoria(s): Mitologia, Toca do Caveira
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Comments:

  1. sugiro uma camiseta para esta banda, ia ser foda !!!!!

    • Essa galera é megaputaqueparível mesmo e o Anton Parr é parceiro pra cacete. Valeu pela dica, quem sabe não sai uma peita deles. Alguma ideia em mente?

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