Dead Space

Quem diria que um dia chegaríamos a jogar um game como os de hoje. Quando eu era pequeno – e acredito que muitos dos gamers também -, eu quase morria esperando as famosas cut scenes – os videozinhos em CG que passavam durante os jogos – de games como Final Fantasy ou Resident Evil. Não apenas por contarem parte da história, mas pelo visual, pelos movimentos. Nos jogos de hoje, todo aquele visual é presente o tempo todo e as cut scenes não são mais vídeos prontos e passaram a ser renderizadas na hora. Mas não é apenas no quesito gráfico que um Playstation 3 ou um Xbox 360 fazem diferença. Os jogos mudaram em tudo… em complexidade, profundidade, histórias, envolvimento do jogador, áudio, física, cenários, interação personagem-ambiente e muitos, mas muitos outros pontos que nem sonhamos que existem.

Como tudo o que é tecnológico, o mercado de games está sempre buscando uma forma de criar algo novo, seja uma interação jogador-personagem ou a tentativa de tornar tudo o mais real possível. É mais ou menos isso que acontece neste jogo. Dead Space é um game de survival horror em terceira pessoa – jogo no estilo de Resident Evil, Sillent Hill ou Alone in the Dark – e já nasceu diferente. Esse gênero é bastante criticado – obviamente com suas excessões –  por não haver um roteiro muito profundo, uma preocupação maior com a narrativa do game, por se ocuparem mais com o desenvolvimento do cenário do que outra coisa e foi disso tudo que o game quis fugir. Dead Space já foi criado em três formatos: uma série de quadrinhos online (por Antony Johnston e Bruce Templeton), um DVD animado e o próprio jogo. Todos com uma história bem fechada e delineada e com enorme potencial para se expandir para outras mídias – Será que o filme sai logo? -. Ao mesmo tempo, e tão importante quanto, fizeram de tudo para tornar o jogo o mais empolgante possivel.

A história começa simples, nada de muita novidade, já que Kubrick fez algo parecido em 2001 – Uma Odisséia no Espaço, em 1966. Entretanto, aos poucos, a trama toma uma identidade única e criativa. Uma trupe de mineradores de um planeta distante encontra um estranho artefato. A partir daí, a comunicação entre a nave deles e a base é perdida. Uma equipe de reparos é enviada ao local para consertar o rádio e descobrir o que aconteceu e, ao chegar, descobrem que a nave e toda a tripulação foram infectadas por um vírus alienígena.

Ao contrário do que você pode pensar, você não é nenhum soldado, cadete, super-herói nem nada. Você é um engenheiro em mineração e precisa se virar com o que você carrega em sua caixa de ferramentas. Nesse game não há armas convencionais e nem balas de sobra, ou seja, acabou aquela síndrome de Rambo que todo mundo tem ao jogar esse tipo de jogo. A partir de agora você precisa pensar em como derrotar os monstros – necromorfos, como são chamados aqui – para não ficar sem balas e para conseguir derrotar os bichos sem muitos danos. Outro ponto em que eles acertaram em cheio foi que cada necromorfo tem seus pontos fracos diferentes – um tiro na cabeça do bicho pode não matá-lo ou até mesmo piorar sua situação naquele momento. Agora é preciso prestar atenção em como os necromorfos se movem e eliminar tudo o que parece ser importante para depois acabar com o monstro, o que torna esse jogo ultrassanguinário, doente e megadivertido.

Outra das mudanças que deixaram Dead Space ainda mais real é que eles removeram todas aquelas informações que normalmente ficam nos cantos da tela – o chamado HUD -. Aquelas sobre vida e balas. Todas essas informações estão em um dispositivo que fica nas costas do protagonista. Sem essas informações na tela para “atrapalhar”, a experiência do game vai pra outro nível. Ah… e sabe aquelas cut scenes em que a gente ficava parado olhando? Acabaram. Já era, meu amigo. Agora enquanto elas acontecem você está livre para ir aonde quiser.

Resumindo, esse jogo é F***. Muito sangue, mortes, monstros horrendos, violência extrema, terror, escuridão, espaço, falta de gravidade, ausência sonora ocasional e o melhor… tudo isso junto na medida certa. Se você tem uma vontade louca de matar, vai fundo. Esse jogo é um dos must-haves do mundo gamer. E sabe qual é o melhor? A obra-prima é de 2008 e, este ano, no dia 25 de janeiro, foi lançado o Dead Space 2, ainda mais violento e sanguinário. Sinceramente, não vejo a hora.


Linha do tempo

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Data do Post: 20/02/11
Categoria(s): Mitologia
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Publicado por:

Publicitário, designer gráfico, ilustrador, web designer, cineasta por opção, nerd e conhecedor profundo do universo e assuntos afins. xD

Comments:

  1. Tesão de jogo, han!

  2. Dead Space é f*da.

    Zerei o 2 esses dias para Ps3.

    O melhor do jogo não é só os maravilhosos graficos, os monstrons horrendos, e as amputações e o sangue e sim a sensação que o jogo te passa.

    Cheguei as vezes a desejar ter outro jogo para jogar para não ter que jogar ele, é sério o medo do jogo te consome.

    Mas é indiscritilvemente f*da. A historia, os personagens, tudo.

    Parabéns Cranio, espero camisetas Dead Space.

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