“Um beijo na sua alma”
“Cabeça não pensa, o corpo padece”
À primeira vista Luiz Carlos Alborghetti parece ser apenas mais um personagem curioso do jornalismo policial e do rádio, mas sob um olhar mais atento é possível encontrar neste cidadão paranaense, além da postura e atitude, uma representação simbólica dos justos. A Crânio traçou o perfil do mestre “Dalborga” e o de Themis, a deusa da Justiça – O resultado é revelador:
A caneta na mão direita de Alborghetti, tal como a balança da deusa, é a representação da escrita e do domínio da lei, mostra o equilíbrio no julgamento das partes envolvidas.
Utilizado com frequência, o porrete representa a espada, signo da força e da ação que assinala o cumprimento da lei, o peso da justiça e da devida punição dos culpados.

Há ainda a venda nos olhos, representação da imparcialidade de Themis (que não vê diferenças entre as partes em litígio, sejam ricos ou pobres, poderosos ou humildes), mas esta Dalborga já tirou e pendurou no ombro, pois enxerga além da neblina turva da hipocrisia, e se enfurece com o que vê por cima de seus óculos de leitura. Nada escapa de seu diligente olhar: Chuck Norris que se mantenha na lei!
Luiz Carlos Alborghetti, nascido em Andradina em 12 de Fevereiro de 1945, é um sujeito que, segundo ele mesmo “… de cem pessoas, oitenta me amam e vinte querem me matar”. Iniciou sua carreira no rádio em 1976, com o programa policial “Cadeia”, de Londrina (PR). Mas foi na televisão, pelo “Cadeia Nacional”, que sua fama espalhou-se por todo o país. Entre um programa e outro, Alborghetti teve uma vida política movimentada: já foi o deputado mais votado do Paraná, mas em seus últimos dias manteve-se afastado: “… não quero saber mais desta merda de política. Está tudo podre!”.
Seu sucesso se apoia nas suas fortes opiniões, que já lhe renderam cerca de vinte processos. Dentre várias polêmicas, destaca-se sua visão sobre os Direitos humanos, reiterada no programa da Luciana Gimenez.
“No colo do capeta”
Esta e outras frases marcam Alborghetti, transpondo sua personalidade em frases de impacto:
- “Bandido bom é bandido morto!”
- “Tá no colo do capeta… tá no bico do urubu!”
- “Sua Vagaranha”
- “Eu já estou com o saco na garganta!”
- “No Brasil tudo o que pinta de novo, pinta no rabo do povo. E rabo é ingrediente de feijoada!”
- “Não tem que construir mais cadeias! Tem que construir mais cemitérios!”
- “Cadeia nele já!”
- “Tá com pena dele? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na tua cama!” (para os defensores de direitos para bandidos)
- “Um beijo na sua alma!”
Fatos marcantes
A mitologia que envolve o apresentador não é pequena:
- Ao denunciar o tráfico no Rio de Janeiro, chamou a facção criminosa Comando Vermelho de “bando de bichas”.
- Chamou Marcola (Marcos Camacho), líder do PCC, de “bundeiro, dador de bunda”.
- Impediu aque a banda Planet Hemp fizesse um show no Paraná devido a apologia à maconha: “Só se for por cima do meu cadáver, esses vagabundos, canalhas e idiotas que fazem apologia ao uso de drogas, vão tocar no Paraná! (….) aqui eles não pisam, se vierem eu meto eles numa penitenciária!”
Homenagem da banda Trilobit ao nosso ídolo Alborga, com a música Bad News:
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E, lógico, também temos a homenagem da Crânio ao grande mestre: a camiseta do Alborguetti, “Mestre Dalborga“.
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| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Caveira em 27 de outubro de 2009 às 160442, e está arquivado em Personalidades. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |

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