Ele é o deus da guitarra e tudo de melhor que foi criado para esse instrumento passou antes por aquelas roupas coloridas, pelo cabelo despenteado e pelo jeito de hippie psicodélico.
Aos 27 anos, a Morte ceifou o que lhe era de direito: um supertalentoso astro junkie na idade em que ela levou só os melhores – e que não se discuta o gosto musical da Dama do Destino –.
Ele era um demônio no palco – e alguns dizem que também era assim em ambientes, digamos, mais privados –, mas a figura de Hendrix ainda tinha muito mais a mostrar. Perfeccionista, insatisfeito, sensível e até um tanto tímido.
Era um cara atemporal, um avis rara, que não suportava tocar as mesmas músicas do mesmo jeito sempre e que queria uma coisa muito simples: a liberdade da experimentação.

Depois de revogar a maldição de Brian Jones, o Caveira foi buscar Hendrix. Rolou a entrevista que já vai se tornar de praxe, e a condição imposta por Hendrix para voltar foi: “Eu posso voltar, mas vou tocar o que eu quiser. Não vou repetir música alguma, só vou deixar rolar”.
Está certo, Hendrix caveira, pode voltar.
Crânio - Depois de sua morte, você foi colocado até no Rock and Roll Hall of Fame and Museum, além de ser considerado o melhor guitarrista de todos os temos. E isso que você parou aos 27 anos… O que mais você teria feito se a maldição fosse, sei lá, aos 54?
Jimi Hendrix - Jardinagem! É bem possível que eu tivesse um jardim dourado, but i don’t live today…
Crânio - Se você pudesse escolher só uma coisa para fazer de novo dentre as opções abaixo, o que seria?
- Pular de paraquedas
- Criar um som novo na guitarra
- Transar com a Janis Joplin
Jimi Hendrix - Cara, essa é uma pergunta difícil… Pular de paraquedas era demais, mas tinha o exército que não era legal. A música era minha religião e criar era a seita dessa religião, mas sexo sempre foi tão bom quando música – e até que a Janis não era de se jogar fora… Aliás, será que o pessoal já viu [+18] minha sextape?
Crânio - Você não gostava quando alguém dizia que tal banda tocava música psicodélica só porque no palco havia algumas luzes e gente tocando “Johnny B. Goode” com os acordes errados. O que de fato era psicodélico pra você?
Jimi Hendrix - Veja bem, não há uma definição exata, mas você tem que pensar em algumas coisas. Imaginação é a chave. O resto é pincelado com um pouco de ficção científica. Além disso, você tem que dar às pessoas algo com que sonhar. Você tem que seguir e ser louco, porque a loucura é o paraíso. A música, amigo, o psicodélico em si, é uma forma segura de se chapar.
Crânio - Por aqui, você queimou e destruiu um punhado de instrumentos. O que você tem queimado por aí, no Olimpo dos deuses da música?
Jimi Hendrix - Quando eu queimei minha guitarra, foi como um sacrifício. Você sacrifica as coisas que você ama. E eu amava minha guitarra. A pergunta, então, tem que ser: O que eu amo deste lado? Vamos queimar toda essa liberdade!
Crânio - Numa entrevista não póstuma, você disse que, com sua música, iria até o ponto de “sentir um tédio mortal”. Foi isso que aconteceu, você simplesmente se entediou?
Jimi Hendrix - Eu costumava viver num cômodo cheio de espelhos. Tudo que eu podia ver era eu. Então, eu peguei meu espírito e quebrei meus espelhos. Agora, o mundo inteiro está aqui para que eu veja.
Crânio - Agora, uma dúvida pessoal. Que vinho era aquela que, de tão bom, levou você a se afogar nele?
Jimi Hendrix - Sangue de boi avinagrado.
Crânio - A última pergunta é bem direta: Are you experienced?
Jimi Hendrix - [Risos] É como eu disse uma vez pra um cara: “Eu vou jogar uma maldição em você e todos os seus filhos vão nascer completamente nus”! Agora chega, vamos fazer um som…
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Data do Post: 24/11/11
Categoria(s): Toca do Caveira
Tags: camiseta, caveira, Jimi Hendrix, lançamento, maldição, maldição dos 27, peita
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