Personalidades
Elvis não morreu, virou caveira
17/08/10

Quando se é rei, tudo é motivo para ser festa. Elvis que o diga – se pudesse dizer, é claro –. Se no dia 8 de janeiro celebram o nascimento do mito com muita homenagem, velas e covers, no dia 16 de agosto é a mesma coisa – e com muito mais velas –. Neste dia é celebrado o aniversário da morte quase decadente do Rei.
Em 2010, contamos 33 anos sem ele. E, analise, ele poderia muito bem estar rebolando por aí, já que, se estivesse vivo, teria completado 75 anos. E bem que muitos acreditam que ele está mesmo escondido por algum lugar deste imenso planeta. Eles têm autodenominação e tudo: são as Elvis Sighting Societies, grupos de pessoas que acreditam que ele não morreu, como foi dito por aí, e que procuram provas disso.
Já disseram que ele está na Argentina ou listaram várias evidências de que ele não era ele na hora do enterro. Teorias da conspiração que, se não provam a sobrevivência de Elvis, ajudam a manter o mito bem vivo.
A lembrança foi para dizer que somos muito a favor de que Elvis esteja vivo, e que, se estiver mesmo, faça uma aparição especial vestindo a camiseta Elvis Caveira, para causar uma comoção quase metalinguística.
Para dar o gostinho de homenagem, preparamos um wallpaper caveiroso para deixar seu computador digno do Rei do Rock. Aproveitem!

Escolha abaixo o tamanho adequado a sua tela. Ao abrir a imagem, clique com o botão direito do mouse em cima do Rei para salvá-la no seu computador.
1024 x 768 – 1280 x 800 - 1280 x 1024 - 1680 x 1050
Links relacionados:
“Cada puta unha desse tamanho”
10/07/10
Você sabe quem é Josefel Zanatas? Aposto que o nome não é familiar, mas a figura está bem presente no seu imaginário – da mesma forma que no imaginário de todo brasileiro médio (seja lá o que isso quer dizer) –.
Ele surgiu no cinema e povoou muitos pesadelos por aí (não, não é o Freddy Krueger). Mesmo que você não tenha assistido a nenhum dos filmes dele, você deve ter visto o Cine Trash ou o Cine Sinistro, ambos programas de nome autoexplicativo que passaram na Bandeirantes durante a década de 1990.
Se isso não refrescou a memória, tente esta descrição:
Frame do filme “Encarnação do Demônio”, sobre o qual falaremos mais tarde
Chame-o Zé do Caixão, mas o nome verdadeiro – do personagem – é Josefel Janatas, escolhido e explicado pelo próprio criador José Mojica Marins: “fel” por ser amargo e Zanatas “porque de trás para frente dava Satanás”. Um personagem mítico do cinema brasileiro que praticamente teve a identidade assumida por Mojica diante do sucesso que alcançou desde a criação, no dia 11 de setembro de 1963.
A primeira aparição – termo que não poderia ser mais propício para a figura – foi no filme “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1963), primeiro da trilogia que comentaremos num próximo post. Depois disso, fez outros tantos filmes e foi descoberto pela televisão, fez vários programas e foi engolido pela deterioração do gosto popular:
“(…) a televisão é um veiculo dinâmico, diria até que autofágico, a sede de preciosos pontos nos níveis de audiência obriga as emissoras a sempre estarem lutando contra um vórtice que a tudo carrega. A escravidão imposta pela audiência atordoa e desnorteia, e muitos são aqueles que sofrem os rigores desta esfinge (decifra-me ou te devoro). O meu personagem está ciente disto, e sabe que nada pode fazer contra este ciclope, mas ele também sabe que o fim do mundo está próximo e, mais do que nunca, espera que contatos imediatos sejam estabelecidos, para poder viajar para outro planeta, pois com certeza o lugar dele não é aqui neste ‘mundo’”.
Se ele é ou não deste mundo, não se sabe, mas certamente ele não atende a requisitos normais. Um agente funerário que assumiu a figura do mistério e do mau agouro, com jeito de quem não tem medo daquilo com que lida. Mas não pense você que ele é demoníaco ou algo que o valha; “Zé do Caixão é um homem sem crenças, não acredita em Deus nem no Diabo, só acredita nele mesmo, acha que é o único que pode fazer justiça”.
Na verdade, é possível até sentir pena de Zé do Caixão. Apesar de ter nascido em berço de ouro – conta Mojica –, era uma criança muito sozinha; os colegas o discriminavam pela profissão dos pais, donos de uma rede de agências funerárias. Na escola, só fez uma amizade; Sara, menina pela qual se apaixonou e com a qual, mais tarde, decidiu se casar. Uma tragédia, entretanto, impediu o casamento. Os pais de Sara morreram e, em seguida, Josefel é mandado para a guerra. Eles decidem casar quando ele voltasse.
Sara continuou cuidando da funerária e mandava cartas para o amado. Um desencontro, porém, fez com que as cartas parassem de ser recebidas por ele. Sem respostas, Sara pensou que Josefel havia morrido e, como a vida estava difícil, casou-se com o prefeito. Em 18 de julho de 1945 (a história toda criada por Mojica é rica em detalhes), Josefel volta e encontra Sara e o prefeito juntos. Antes de qualquer explicação, ele saca o revólver e mata os dois.
Ele não é condenado pelo crime, que foi justificado como “trauma de guerra”, mas algo muda. “Josefel, que até então era um homem doce e bondoso, se torna uma pessoa amarga e sem sentimentos. Passa então a aterrorizar os moradores da cidade e logo recebe o apelido de Zé do Caixão”.
O objetivo dele agora é encontrar uma mulher que compartilhe seus pensamentos e com a qual possa ter um filho perfeito, única maneira de ser imortal e perpetuar o ser superior que ele acredita ser. Para encontrar a mulher superior, “ele passa por cima de todos aqueles que atrapalharem seus planos, não tem dó nem piedade e mata se for preciso”.
Veja bem, Zé do Caixão, na verdade, só tem um coração desiludido e quer ser papai!
Se a coisa ficou muito mais bonita vendo dessa forma, é porque você não assistiu aos filmes nos quais ele procura a mulher superior, aquela que lhe dará o filho perfeito. A saga é composta por uma trilogia: “À meia-noite levarei sua alma” (1964), “Esta noite encarnarei no teu cadáver” (1967) e “Encarnação do Demônio” (2008). Mas isso é assunto para um próximo post, muito mais macabro, tenha certeza.
Links relacionados:
Brasil nervoso nessa Copa!
14/06/10
Você tem mais um motivo para torcer pela vitória da Seleção Brasileira no jogo de estreia contra a Coreia do Norte.
Quero ver a caveira da Coreia! Siga a @cranio, RT essa msg para participar do sorteio http://migre.me/OOuc
Skullball e Dunga & os Sete Caveirinhas
Links relacionados:
Heavy Trash e Zé do Caixão
29/03/10
Heavy Trash & Coffin Joe – You Can’t Win
Heavy Trash é a banda Rockabilly do Jon Spencer, do The Jon Spencer Blues Explosion. Pra quem nunca ouviu, recomendamos as duas bandas.
O Zé você já conhece.
Links relacionados:
Let’s Rock
17/03/10
Let’s rock, Everybody, let’s rock
Everybody in the whole cell block…
Essa semana tem só reprint de CLASSE na Crânio. O Rei do Rock, Elvis the Pelvis, é a caveira da vez. Ele é o inventor original do “rebolation”, o que lhe rendeu o apelido acima. Só que no meio do século passado The Pelvis rebolava com propriedade, e ao som do bom e então recém-nascido Rockn’ Roll levava as mocinhas de família ao êxtase e a antiga velha guarda ao desespero. Pra nós, ele morreu sim, mas voltou de lá pra aparecer na camiseta de maior sucesso da Crânio!
...Was dancin’ to the Skullhouse Rock!










































Loja Crânio